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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Dia do Bombeiro Brasileiro

No dia 2 de julho de 1856, foi assinado por D.Pedro II, o decreto nr. 1.775, que regulamentava pela primeira vez o serviço de extinção de incêndios no Brasil. Nesta época, ao som do badalar dos sinos, os incêndios eram apagados "mão-a-mão", ou seja, era feita uma corrente de pessoas, ficando a primeira na beira de um poço enchendo os baldes de água e as demais, passando adiante. Neste trabalho, eram engajadas todas as pessoas, velhos, moços e até crianças.


Os primeiros 10 bombeiros foram treinados a trabalhar precariamente, em um carro puxado por cavalos onde carregavam as pipas d"agua. Somente em 1887 é que os bombeiros passaram a receber equipamentos de boa qualidade, entre eles uma bomba com mangueira. Já em 1891, houve um aumento considerável no efetivo de homens, e até 50 aparelhos telefônicos foram instalados para facilitar e agilizar o serviço. Além da cavalaria, foram também adquiridas seis bicicletas para fazer a ronda. Nesta época, utilizavam-se cornetas para fazer os alarmes.


Na atualidade, os bombeiros desenvolvem muitas outras funções, além do combate ao fogo. Eles socorrem vítimas de catástrofes naturais, resgatam cães e gatos presos em árvores ou telhados, e também atendem chamados para capturar animais soltos que oferecem perigo à população, como leões que fogem de circo, cobras, aranhas, etc...


Como "anjos da guarda" não têm folga, os bombeiros trabalham 24 horas por dia e comemoram o dia 2 de julho trabalhando.


Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br



segunda-feira, 1 de junho de 2009


Festa Junina - 2ª parte

Produtos agrícolas genuinamente americanos, como milho, amendoim, batata-doce e mandioca, que eram cultivados pela população indígena, tornaram-se a base da alimentação dos brasileiros. Os portugueses trouxeram a tecnologia, como o forno de fazer farinha, e costumes - modo de preparo dos pratos e temperos variados - que provocaram mudanças no processamento desses produtos.

Hoje eles constituem o cardápio básico das festas juninas, acrescentando-se produtos regionais como o pinhão sulino e as castanhas de caju e do pará.

Arroz doce

Arroz lavado;
Leite;
açúcar (ou leite condensado);
canela em pau;
raspas de limão ou laranja;
canela em pó.
Cozinhe o arroz na água com a canela em pau e, se quiser, com as raspas de limão ou laranja. Depois de cozido, acrescente o leite quente e o açúcar ou leite condensado. Salpique canela em pó.

Bolo de batata-doce

1 quilo de batatas-doces cozidas e amassadas;
3 xícaras de açúcar refinado;
4 gemas;
leite puro de 1 coco;
120 gramas de manteiga;
100 gramas de castanhas-do-pará torradas e moídas;
1 xícara de farinha de trigo;
1 colher de chá de fermento;
2 claras em neve.
Misture a batata-doce com todos os ingredientes. Se ficar pesado, junte um pouco de leite de vaca. Bata bem e coloque, por último, as claras em neve.

Forno quente em fôrma untada.

Bolo de fubá

1 xícara e meia de açúcar;
1 xícara e meia de farinha de trigo;
1 xícara de fubá;
1 xícara de óleo;
1 xícara de leite;
1 colher de fermento;
3 ovos;
1colher de chá de erva-doce.
Bata todos os ingredientes e leve ao forno para assar, de preferência numa forma com buraco no meio.

Bolo de fubá cozido

2 xícaras de chá de fubá;
2 xícaras de chá de açúcar;
2 xícaras de chá de leite;
2 colheres de sopa cheias de manteiga;
uma colher de chá de erva-doce;
4 cravos-da-índia;
1 rama de canela e 1 pitada de sal.
Faça um mingau com todos os ingredientes, mexendo sempre até ficar solto da panela. Deixe esfriar.

4 ovos;
1 colher de sopa bem cheia de fermento em pó;
1 xícara de chá de leite;
1 pires de queijo parmesão ralado.

Bata as claras em neve e adicione as gemas batendo um pouco mais. Junte ao mingau já frio, adicione o fermento em pó dissolvido no leite e o queijo parmesão ralado.

Leve ao forno quente em fôrma untada com manteiga.

Bolo de macaxeira

1 quilo de macaxeira crua ralada;
1 coco ralado;
½ litro de leite;
1 colher de sopa de manteiga;
açúcar a gosto.
Misture tudo e leve ao forno em fôrma untada.

Bolo de milho

500 gramas de milho para angu;
1 colher de chá de erva-doce;
2 cocos;
250 gramas de açúcar refinado;
3 xícaras de água quente para retirar o leite dos cocos;
sal a gosto;
2 colheres de sopa de fubá.

Cozinhe o gramas de milho para angu no leite de coco. Depois de cozido, acrescente os outros ingredientes e leve a assar em tabuleiros untados.

Depois de assado, corte em retângulos.

Bolo de milho verde

6 espigas de milho verde;
2 xícaras de chá de leite;
2 colheres de sopa de margarina derretida;
2 xícaras de chá de açúcar;
quatro ovos;
uma colher de café de canela em pó;
uma colher de sobremesa de fermento em pó.
Retire os grãos de milho verde com uma faca afiada, cortando-os rente ao sabugo. Coloque o milho e o leite no liquidificador e bata muito bem. Junte os ovos, o açúcar, a canela e a margarina, batendo até ficar uma mistura homogênea. Finalmente acrescente o fermento.

Unte muito bem uma assadeira com margarina. Leve ao forno por aproximadamente 40 minutos. Deixe esfriar durante duas a três horas e corte em quadradinhos.

Bolo de Santo Antonio

250 gramas de farinha de trigo;
250 gramas de manteiga;
8 ovos;
250 gramas de açúcar;
10 gramas de erva-doce;
100 gramas de castanha-do-pará assada sem casca.
Misture o açúcar com a manteiga até ficarem bem ligados, acrescente a erva-doce e vá colocando as gemas uma a uma, mexendo sempre. Bata bastante e, por fim, junte a farinha de trigo.

Asse em fôrma redonda, untada e forrada com papel vegetal, também untado. Forno regular.

Com as claras, faça uma massa de suspiro e cubra o bolo depois de assado, enfeitando-o com castanhas.

Volte ao forno para o suspiro dourar.

Bolo de São João

Uma tigela de massa de mandioca lavada;
14 gemas de ovos;
meio quilo de açúcar;
100 gramas de manteiga;
1 xícara de leite de coco.
Bata as gemas e, quando estiverem bem batidas, acrescente 100 gramas de manteiga e 1 xícara de leite de coco sem água. Junte os demais ingredientes e continue a bater até que tudo esteja bem ligado.

Leve ao forno regular numa assadeira untada com manteiga.

Broa de fubá

700 gramas de farinha de trigo;
300 gramas de fubá;
150 gramas de açúcar;
150 gramas de margarina;
10 gramas de sal (1 pitada);
100 gramas de fermento de pão;
erva-doce
Numa bacia, coloque a farinha e, fazendo no centro uma cova, junte o fermento desmanchado em um pouco de água ou leite (vai dobrar de volume). Acrescente o sal, o açúcar, o fubá, a margarina e a erva-doce. Misture e bata bem. Deixe descansar por 40 minutos.

Faça então as broinhas do formato que quiser e deixe crescer já na fôrma untada com manteiga e farinha de trigo ou fubá.

Depois de crescerem, leve ao forno a 200 graus.

Canjica ou munguzá

Milho próprio para canjica;
Leite;
canela em pau;

Opcionais: casquinhas de limão ou laranja, leite condensado, coco ralado, amendoim torrado.
Deixe o milho da canjica de molho na água de preferência de um dia para outro. Cozinhe em água suficiente na panela de pressão por mais ou menos 20 minutos com a canela em pau e, se quiser, as casquinhas de limão ou laranja.

Depois de cozido, acrescente o leite quente e o açúcar (ou leite condensado) e deixe ferver mais um pouco (querendo, pode-se pôr também coco ralado e amendoim torrado).

Canjica pernambucana

25 espigas de milho verde;
1 xícara de leite de coco grosso;
4 litros de leite de coco ralo;
3 xícaras de açúcar refinado;
1 colher de sopa de manteiga;
1 colher de sopa rasa de sal;
1 xícara de chá de erva-doce;
Opcional: 50 gramas de queijo de manteiga ralado.

Rale as espigas e lave a massa com parte do leite ralo em peneira finíssima. Passe na máquina de carne (peça sem dente) ou no liquidificador. Junte o resto do leite ralo e leve ao fogo, mexendo sempre com colher de pau.

Depois de meia hora de fervura, acrescente os outros ingredientes e, por último, o leite grosso. Cozinhe com fervura constante, sempre mexendo.

Despeje em pratos e polvilhe com canela em pó.

Curau

Espigas de milho verde;
Açúcar;
água (ou leite);
canela em pó.
Retire o milho da espiga com uma faca, rale-o ou bata-o no liquidificador e passe-o em peneiras finas, apertando bem com uma colher para obter o suco. Junte o açúcar e leve ao fogo, acrescentando água ou leite e mexendo sempre com uma colher de pau, até que o creme fique totalmente cozido.

Despeje em recipientes untados com água fria e salpique canela em pó.

Dica: Com o farelo que sobrou na peneira ao preparar o curau, aproveite para fazer bolinhos de milho verde fritos. Basta acrescentar ovos, sal, um pouco de óleo e uma pitada de fermento. Com uma colher, em panela com óleo quente, vá fritando pequenas quantidades de massa.

Cuscuz de milho

250 gramas de flocos de milho;
1 coco raspado;
sal a gosto;
água.
Com a água salgada, umedeça os flocos de milho, misture bem e leve a cozinhar no cuscuzeiro. Ou faça o seguinte: ferva água numa chaleira; coloque a massa em um pires, formando montes; cubra com um guardanapo úmido, amarre embaixo do pires e tampe com ele a boca da chaleira.

Em 10 a 15 minutos o cuscuz estará cozido. Deixe esfriar e ensope-o com leite de coco açucarado e com um pouquinho de sal.

Leve ao fogo e mexa sempre até ferver.

Grude

1 quilo de goma (polvilho);
250 gramas de coco raspado;
1 colher de café de sal.
Lave a goma até tirar o azedo, passe por um tecido fino e seque, colocando um pano sobre ela. Quando estiver apenas úmida, passe numa peneira e junte o coco e o sal, misturando bem para a massa ficar ligada.

Leve para assar no forno em assadeira.

Pamonha

Fazer pamonha no interior é sempre um acontecimento festivo que reúne familiares, vizinhos e amigos. Todos dividem as tarefas e trabalham num clima de muita alegria e empolgação.

Espigas de milho verde;
Leite;
Banha;
açúcar (se for pamonha doce) e sal (se for pamonha salgada).

Reservar boas palhas de milho para fazer os saquinhos das pamonhas e também para amarrá-las.

Descasque e rale as espigas de milho, raspando os sabugos com uma colher. Acrescente o leite, a banha quente em quantidade suficiente para uma massa consistente e tempere com açúcar ou com sal.

Coloque a massa em cada saquinho feito da palha, amarre-os e leve para cozinhar em um caldeirão com água fervente. Cubra com sabugos para que as pamonhas afundem na água, proporcionando cozimento homogêneo.

Dica: na pamonha salgada, pode-se acrescentar, em cada uma, pedaços de queijo fresco.

Pamonha com coco

25 espigas;
2 e ½ xícaras de açúcar refinado;
leite grosso de 2 cocos;
leite ralo de 2 cocos (7 xícaras);
1 xícara de chá de erva-doce;
1 colher de sopa de manteiga derretida;
cascas de milho verde em formato de saquinhos.
Rale o milho. Com a metade do leite do coco ralo, lave a massa e passe-a por peneira mais grossa do que a da canjica. Acrescente o restante dos ingredientes.

Encha os saquinhos feitos com as palhas, amarre-os com tiras finas de palha e leve a cozinhar em bastante água fervente com um pouquinho de sal.

Pé-de-moleque

1 quilo de amendoim cru e com casca;
2 copos de açúcar;
1 colher de café de bicarbonato.
Leve uma panela ao fogo com o amendoim e o açúcar e vá mexendo com uma colher de pau para torrar. Quando estiver caramelado, apague o fogo e jogue o bicarbonato.

Mexa bem e jogue numa superfície de mármore devidamente untada com manteiga.

Deixe esfriar e quebre os pedaços.

Pé-de-moleque da Amazônia

1 quilo e meio de massa de mandioca mole;
2 cocos;
600 gramas de açúcar refinado;
5 gramas de cravo torrado;
5 gramas de erva-doce torrada;
1 litro de água quente
300 gramas de castanhas castanhas-do-pará torradas e moídas
100 gramas de castanhas-do-pará torradas (para enfeitar);
2 ovos inteiros
2 gemas
1 colher de sopa de manteiga derretida.
Desmanche a massa na água; peneire e lave até perder o azedo. Esprema e pese 1 quilo. Retire o leite dos cocos com toda a água e junte à massa com o restante dos ingredientes. Enfeite com castanhas inteiras.

Fôrma untada e forno quente.

Esta receita também pode ser feita de maneira mais simples, Com macaxeira cozida e assada, castanha-do-pará, açúcar e Erva-doce. Misturar bem todos os ingredientes e fazer pequenas
Porções redondas e achatadas. Levar à chapa do fogão à lenha. O resultado é uma espécie de bolacha torrada por fora e macia por dentro. Essa é uma das delícias culinárias típicas das populações ribeirinhas da Amazônia

Pé-de-moleque de rapadura

1 rapadura pura;
1/2 quilo de amendoim torrado sem casca, ligeiramente moído ou passado no liquidificador;
1 xícara de café de leite;
1 pedaço médio de gengibre cortado miúdo.
Pique bem a rapadura e leve ao fogo para derreter juntamente com o leite e o gengibre, mexendo com uma colher de pau. Quando desmanchar e formar um melado, coloque um pouco deste numa xícara com água se estiver no ponto, formará uma bolinha consistente.

Apague o fogo, acrescente o amendoim e bata bem. Quando o fundo da panela começar a ficar esbranquiçado, despeje numa superfície de mármore untada com manteiga.

Deixe esfriar e corte os pés-de-moleque.

Pipoca doce

1 xícara de chá de milho de pipoca;
1 xícara de açúcar;
1 xícara de chá de água;
½ xícara de óleo.
Misture bem os ingredientes até formar uma calda. Tampe a panela e deixe a pipoca estourar.

Depois de pronta, despeje-a numa assadeira e deixe esfriar para ficar crocante.

Pipoca salgada

1 xícara de chá de milho de pipoca;
½ xícara de óleo;
sal.
Numa panela ou pipoqueira, coloque o milho de pipoca com um pouco de óleo. Tampe a panela, dando umas sacudidelas para que os grãos estourem. Acrescente sal e misture bem.

Sopa de milho verde

20 espigas de milho verde;
5 espigas de milho maduro;
1 quilo de costelinha de boi;
temperos secos a gosto;
sal;
vinagre;
coentro;
cebolinha;
2 dentes de alho amassados;
4 tomates picados;
2 cebolas picadas;
1 pimentão picado;
2 colheres de sopa de extrato de tomate.
Rale os 5 milhos maduros e reserve. Em um caldeirão, refogue as costelinhas com todos os temperos secos e verdes e junte os grãos dos milhos ralados e as outras espigas de milho. Cubra tudo com bastante água e deixe em fogo brando até que as espigas estejam cozidas.

É preciso mexer constantemente, pois os grãos ralados descem ao fundo do caldeirão. Observe sempre a água para que o milho cozinhe bem.

Tapioca

Goma;
Sal a gosto;
Coco ralado.
Lave bem a goma para tirar todo o azedo. Deixe secar numa vasilha coberta com um guardanapo e, quando estiver úmida, passe na peneira.

Ponha sal com muito cuidado, pois ela salga com facilidade.
Leve uma frigideira ao fogo e, quando estiver bem quente, acrescente uma xícara ou um punhado da goma e espalhe com a mão mesmo em toda a superfície da frigideira. Espalhe por cima um pouco de coco ralado e polvilhe sobre o coco um pouco de goma.

Quando estiver levantando dos lados, retire e feche em forma de papel.

Para assar na fogueira

Batata-doce

Embrulhe em papel-alumínio e coloque na fogueira para cozinhar. Depois de cozida, abra ao meio e cubra com manteiga ou queijo catupiry.

Cebola do reino

Embrulhe em papel-alumínio e coloque na fogueira para cozinhar. Depois de cozida, corte em pedaços e tempere com azeite de oliva.


Fonte: www.festajunina.com.br



sexta-feira, 29 de maio de 2009

Festa Junina - 1ª parte


Junho é o mês de São João, Santo Antonio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho foi chamada de "Festa Joanina", especialmente em homenagem a São João.


O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.


A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia.


Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.
A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha.


Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte.


No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.


Fonte: http://www.terra.com.br/

sábado, 18 de abril de 2009

19 de abril - Dia do Índio


A música de Jorge Benjor diz que "todo dia era dia de índio", lembrando que os índios que viviam no Brasil eram donos da terra quando ele foi descoberto. Mas em outra estrofe, Benjor lembra que "agora ele só tem o dia 19 de abril".

Em 1940, no México, foi realizado o I Congresso Indigenista Interamericano, com a presença de diversos países da América e os índios, tema central do evento, também foram convidados. Como estavam habituados a perseguições e outros tipos de desrespeito, preferiram manter-se afastados e não aceitaram o convite. Dias depois, após refletirem sobre a importância do Congresso na luta pela garantia de seus direitos, os índios decidiram comparecer. Essa data, 19 de abril, por sua importância histórica, passou a ser o Dia do Índio, em todo o continente americano.

No Brasil, o então presidente Getúlio Vargas assinou o decreto nº 5.540, em 1943, determinando que o Brasil, a exemplo dos outros países da América, comemorasse o Dia do Índio em 19 de abril.

DE ONDE VEM OS ÍNDIOS?

Existem muitas teorias, algumas até excêntricas, sobre a origem dos índios no continente americano, mas nenhuma comprovada. Ainda hoje, físicos, geólogos, arqueólogos, antropólogos e etnólogos dedicam-se a pesquisas para descobrir de onde vêm os índios, os primeiros habitantes da América.

Esses profissionais trabalham em conjunto e utilizam os conhecimentos uns dos outros: os paleontólogos são especialistas em animais fósseis, entre os quais está o homem; o antropólogo compara as características biológicas herdadas pelos ameríndios e as dos habitantes de outras partes do mundo; o arqueólogo estuda os objetos fabricados pelas sociedades que já desapareceram; o etnólogo estuda a distribuição de objetos fabricados pelas sociedades indígenas atuais e seus costumes, comparando-os com os de povos de outras partes do mundo e o lingüista dispõe de técnicas para identificar as línguas de mesma origem, o que levanta a hipótese de uma possível origem comum para os povos que as falam.

Os estudos sobre o povoamento da América começam pela análise de antigos esqueletos índios, passam pela disposição geográfica desses achados e por estudos detalhados que permitem estabelecer o seu tempo de existência. O objetivo disso tudo é conhecer os pontos por onde os primitivos habitantes chegaram ao continente, quando isso aconteceu, de onde vieram e como foi direcionado o povoamento do Novo Mundo.

Mesmo sem chegar a uma teoria comum a todos, a maioria dos estudiosos considera que o homem não surgiu da América. Provavelmente ele veio de fora e sua presença parece ser mais recente no Novo Mundo. Os pesquisadores acham que os índios são descendentes de asiáticos, que vieram através do Estreito de Bering, sendo esta a migração mais importante para o povoamento da América. Estima-se que os primeiros habitantes chegaram ao continente americano há 40 mil anos passados, na última idade glacial.

ÍNDIOS QUEREM E MERECEM RESPEITO

Desde o início da colonização, os índios foram escravizados pelos portugueses. A partir daí, ficaram sujeitos às leis dos homens brancos e sofreram com prisões, com o desrespeito à sua cultura, com as tentativas violentas de integrá-los ao convívio com a civilização.

Os colonizadores viam os índios como seres inferiores e incapazes, que precisavam adquirir novos hábitos para estarem aptos a conviver com eles. Os nativos perderam sua autonomia e passaram a viver em função das leis que os homens brancos criavam para eles ou a respeito deles.

Somente em 1910 vieram algumas boas notícias com relação ao direito do índio à posse da terra e ao respeito de seus costumes, com a instituição do Serviço de Proteção ao Índio - SPI, pelo Marechal Cândido Rondon. Entre as principais conquistas estão a permissão aos índios de viver conforme suas tradições, proibição do desmembramento da família indígena, garantia da posse coletiva de suas terras, em caráter inalienável, e dos direitos dos cidadãos comuns aos índios.

Em 1967, o SPI foi substituído pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI, atualmente subordinada ao Ministério da Justiça. Apesar de todos esses esforços, ainda era muito forte a idéia de que o índio era um indivíduo incapaz, que precisava ser tutelado pelo Estado até se integrar ao modo de vida do resto da sociedade.

Pela Lei 6001, de 19/12/73, foi sancionado o Estatuto do Índio, que hoje regula a situação jurídica dos índios ou silvícolas e das comunidades indígenas, com o propósito de preservar a sua cultura e integrá-los, progressiva e harmoniosamente, à comunhão nacional.

A Constituição Brasileira de 1988 foi a primeira a trazer um capítulo sobre os indígenas e com isso alterou a filosofia e a postura que se tinha em relação aos índios e aos seus direitos. Reconheceu oficialmente os índios como povos culturalmente diferenciados e que essa diversidade deveria ser respeitada, sem exigir que eles se adequassem aos hábitos dos homens brancos. Uma vitória para os índios que hoje têm assegurado por lei o direito de manterem seus costumes, culturas, religiões, língua e tradições.

Os benefícios da nova Constituição, entretanto, não se fizeram sentir na prática. Por falta de adequação aos novos conceitos e da regulamentação do próprio texto Constitucional, as mudanças administrativas verificadas na FUNAI, a partir de 1988, não obtiveram o êxito esperado.

A discussão da questão indígena ganhou espaço no âmbito da sociedade civil. O processo de democratização da sociedade e a falta de condições do Estado brasileiro de prestar a necessária assistência aos índios, contribuíram para o surgimento de entidades civis ligadas à causa, que vêm fazendo esse assunto tão importante ultrapassar os limites das discussões acadêmicas e da própria FUNAI.

Mas as dificuldades enfrentadas pelos índios vão além do âmbito cultural. Os interesses econômicos nacionais e estrangeiros também podem ser inimigos das sociedades indígenas. Os índios brasileiros e suas terras muitas vezes são alvo de garimpeiros, madeireiros e fazendeiros que cobiçam essas terras e as riquezas naturais delas, sem se importar com os males e prejuízos causados aos índios e o meio ambiente. Um exemplo são os garimpeiros que exploram ouro, diamante e cassiterita em terras indígenas e que, além de agir com violência e transmitir todo o tipo de doenças contagiosas aos índios, provocam danos poluindo os rios com mercúrio e outros produtos químicos.

Nas áreas do índios Xikrin, Tembé e Parakanã, no Pará, as madeireiras procuram convencer os índios a arrendar lotes de suas terras para a exploração. Em troca propõem um pagamento que não chega a 10 por cento do valor das madeiras no mercado mas que, mesmo assim, parece alto e suficiente aos índios.

Há também problemas com relação aos projetos de colonização de terras. Os latifundiários que compram a terra, formam grandes propriedades e os índios são obrigados a aceitar a viver em áreas espaçadas umas das outras, cortadas por fazendas e estradas. Da mesma forma os posseiros, sem terras onde trabalhar, invadem terras indígenas, sobretudo aquelas ainda não demarcadas, gerando conflitos e impactos que afetam profundamente as sociedades indígenas.

ORGANIZAÇÃO E SOBREVIVÊNCIA

Os índios vivem em aldeias e, muitas vezes, são comandados por chefes, que são chamados de cacique, tuxánas ou morubixabas. Normalmente, a transmissão da chefia é hereditária (de pai para filho). Os chefes devem conduzir a aldeia nas mudanças, na guerra, devem manter a tradição, determinar as atividades diárias e responsabilizar-se pelo contato com outras aldeias ou com os brancos. Muitas vezes, ele é assessorado por um conselho de homens que o auxiliam em suas decisões.

Os mais velhos - homens e mulheres - adquirem grande respeito da parte de todos. A experiência conseguida pelos anos de vida transforma-os em símbolos das tradições da tribo. O pajé é uma espécie de curandeiro e conselheiro espiritual.

Os índios brasileiros sobrevivem utilizando os recursos naturais oferecidos pelo meio ambiente com a ajuda de processos rudimentares. Eles caçam, plantam, pescam, coletam e produzem os instrumentos necessários a estas atividades. A terra pertence a todos os membros do grupo e cada um tira dela seu próprio sustento.

Para os índios, a terra é um bem coletivo, destinada a produzir a satisfação das necessidades de todos os membros da sociedade. Todos têm o direito de utilizar os recursos do meio ambiente. Nesse sentido, a propriedade privada não cabe na concepção indígena de terra e terrtório. Embora o produto do trabalho possa ser individual, as obrigações existentes entre os indivíduos asseguram a todos o usufruto dos recursos.

Existe uma divisão de tarefa por idade e por sexo: em geral cabe à mulher o cuidado com a casa, das crianças e das roças; o homem é responsável pela defesa, pela caça (que pode ser individual ou coletiva), e pela coleta de alimentos na floresta.

DIVERSIDADE

Os índios representam uma parcela muito importante e expressiva da população, que precisa ser resguardada como um dos tesouros étnicos do Brasil. Vamos conhecer um pouco da riqueza da diversidade dos povos indígenas em seus vários aspectos:

Física

Diferentes entre si e também do restante da população brasileira, os grupos indígenas caracterizam-se por usos, costumes, crenças, organização e culturas próprios. A diversidade física também pode ser bem expressiva, mesmo entre os integrantes de uma mesma comunidade, como resultado do hábito de acasalamento entre diferentes etnias.

De língua

As línguas faladas pelos índios do Brasil são ricas e variadas. Hoje as línguas indígenas classificam-se em dois troncos: o Tupi, com sete famílias lingüísticas e que envolve o Tupi-Guarani, e o Macro-Jê, composta de cinco famílias entre elas o Jê. Existem, ainda, outros grupos não incluídos nestes troncos: o Aruák, o Karíb e o Arawá, as três maiores. Além dessas o Guaikurú, Nambikwára, Txapakúpa, Páno, Múra, Katukina, Tukáno, Makú e Yanomami, nove famílias menores, e cerca de dez línguas isoladas, com características únicas, que não se enquadram nas classificações de troncos e famílias existentes. É importante lembrar que poucas línguas indígenas no Brasil foram estudadas em profundidade. O conhecimento sobre elas está, portanto, permanentemente em revisão.

De costumes

Os estudos etnológicos dividem os índios em áreas culturais, regiões que apresentam homogeneidade sobre certos costumes e artefatos que as caracterizam. De acordo com essa classificação são onze as áreas culturais: Norte-Amazônica, Juruá-Purus; Guaporé; Tapajós-Madeira; Alto-Xingu; Tocantis-Xingu; Pindaré-Gurupi; Paraguai; Paraná; Tietê-Uruguai e Nordeste. Essa classificação refere-se apenas às sociedades indígenas brasileiras do século XX.

Caça

É uma atividade tipicamente masculina em todas as sociedades indígenas, pode ser realizada em grupo ou individualmente e é considerada um trabalho. Em geral, os índios são caçadores muito habilidosos e conhecedores das espécies animais. A introdução das armas de fogo e do cão, resultado da interferência do homem branco, tornaram as caçadas mais eficazes para obter não só carne para comer, mas também couro e penas, produtos usados na confecção de artesanatos.

Pesca

Os índios pescam usando vegetais que têm a propriedade de matar ou atordoar os peixes, também pescam com as mãos ou abatem os peixes com flechas de ponta de osso ou a golpes de facão. Hoje já é comum o uso de anzóis de metal, objetos trazidos da civilização urbana.

Coleta

É comum e útil aos grupos que não conhecem a agricultura, tornando-se a única maneira de encontrar alimento vegetal. Os índios procuram frutos, caules e raízes vegetais nativos, isto é, que não foram plantados e cultivados. A coleta inclui ainda a procura de mel e ovos de tartaruga, por exemplo. Também permite obter plantas medicinais, matéria-prima para o preparo de flechas, cordas e resinas para a pintura corporal.

Agricultura

A maior parte das Sociedades Indígenas do Brasil pratica a agricultura em terras florestais utilizando ferramentas como facões, machados e enxadas. Para o plantio os grupos indígenas agricultores preferem, em geral, a mandioca, a batata doce, a abóbora, o cará, as diversas qualidades de milho, a fava, a pimenta, a cana-de-açúcar, o algodão, o inhame, o ananás, a banana e o tabaco.

Criação de animais

Depois do contato com a civilização tornou-se comum, entre diversos grupos indígenas, criar animais domésticos como galinhas, patos, porcos e até bovinos, para o consumo da carne. Os índios também têm o costume de criar bichos de estimação, como araras, papagaios, macacos etc.

Artesanato

Os índios produzem diversos tipos de artefatos para atender suas necessidades cotidianas e rituais. São cestos, bolsas, esteiras, panelas, esculturas, instrumentos musicais, máscaras e esculturas, além das plumárias e enfeites de materiais diversos como cocos, sementes, ossos, conchas. O Programa de Artesanato Indígena - ARTÍNDIA, da FUNAI, comercializa em suas oito lojas, espalhadas pelo Brasil, o artesanato original e rico em cores produzido por cerca de 100 diferentes etnias, com matéria-prima extraída da natureza e sem causar danos ao meio ambiente. As peças são compradas diretamente das comunidades indígenas, incentivando-as à manutenção de padrões de sua cultura material e garantindo, ainda, uma fonte de recursos às tribos.


Fonte: www.ibge.gov.br



quarta-feira, 15 de abril de 2009

Biografia: Monteiro Lobato


18 de abril

Dia Nacional do Livro Infantil

"Um país se faz com homens e livros"
(Monteiro Lobato)


José Bento Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882, em Taubaté, no Vale do Paraíba. Estreou no mundo das Letras com pequenos contos para os jornais estudantis dos colégios Kennedy e Paulista.

No curso de Direito da Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo, dividiu-se entre suas principais paixões: escrever e desenhar. Colaborou em publicações dos alunos, vencendo um concurso literário, promovido em 1904 pelo Centro Acadêmico XI de Agosto.

Morou na república do Minarete, liderou o grupo de colegas que formou o Cenáculo e mandou artigos para um jornalzinho de Pindamonhangaba, que tinha como título o mesmo nome daquela moradia de estudantes.

Nessa fase de sua formação, Lobato realizou as leituras básicas e entrou em contato com a obra do filósofo alemão Nietzsche, cujo pensamento o guiaria vida afora.

Viveu um tempo como fazendeiro, foi editor de sucesso, mas foi como escritor infantil que Lobato despertou para o mundo em 1917.

Escreveu, nesse período, sua primeira história infantil, "A menina do Narizinho Arrebitado". Com capa e desenhos de Voltolino, famoso ilustrador da época, o livrinho, lançado no natal de 1920, fez o maior sucesso. Dali nasceram outros episódios, tendo sempre como personagens Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Tia Anastácia e, é claro, Emília, a boneca mais esperta do planeta.

Insatisfeito com as traduções de livros europeus para crianças, ele criou aventuras com figuras bem brasileiras, recuperando costumes da roça e lendas do folclore nacional. E fez mais: misturou todos eles com elementos da literatura universal, da mitologia grega, dos quadrinhos e do cinema.

No Sítio do Picapau Amarelo, Peter Pan brinca com o Gato Félix, enquanto o Saci ensina truques a Chapeuzinho Vermelho no país das maravilhas de Alice. Mas Monteiro Lobato também fez questão de transmitir conhecimento e idéias em livros que falam de história, geografia e matemática, tornando-se pioneiro na literatura paradidática - aquela em que se aprende brincando.

Trabalhando a todo vapor, Lobato teve que enfrentar uma série de obstáculos. Primeiro, foi a Revolução dos Tenentes que, em julho de 1924, paralisou as atividades da sua empresa durante dois meses, causando grande prejuízo. Seguiu-se uma inesperada seca, obrigando a um corte no fornecimento de energia. O maquinário gráfico só podia funcionar dois dias por semana.

E, numa brusca mudança na política econômica, Arthur Bernardes desvalorizou a moeda e suspendeu o redesconto de títulos pelo Banco do Brasil. A conseqüência foi um enorme rombo financeiro e muitas dívidas. Só restou uma alternativa a Lobato: pedir a autofalência, apresentada em julho de 1925. O que não significou o fim de seu ambicioso projeto editorial, pois ele já se preparava para criar outra empresa.

Assim surgiu a Companhia Editora Nacional. Sua produção incluía livros de todos os gêneros, entre eles traduções de Hans Staden e Jean de Léry, viajantes europeus que andaram pelo Brasil no século XVI. Lobato recobrou o antigo prestígio, reimprimindo na empresa sua marca inconfundível: livros bem impressos, com projetos gráficos apurados e enorme sucesso de público.

Sofreu perseguições políticas na época da ditadura, porém conseguiu exílio político em Buenos Aires. Lobato estava em liberdade, mas enfrentava uma das fases mais difíceis da sua vida. Perdeu Edgar, o filho mais velho, e presenciou o processo de liquidação das companhias que fundou e, o que foi pior, sofreu com a censura e atmosfera asfixiante da ditadura de Getúlio Vargas.

Partiu para a Argentina, após se associar à Brasiliense e editar suas Obras Completas, com mais de dez mil páginas, em trinta volumes das séries adulta e infantil. Regressou de Buenos Aires em maio de 1947 para encontrar o país às voltas com situações conflituosas do governo Dutra. Indignado, escreveu "Zé Brasil".

No livro, o velho Jeca Tatu, preguiçoso incorrigível, que Lobato depois descobriu vítima da miséria, vira um trabalhador rural sem terra. Se antes o caipira lobatiano lutava contra doenças endêmicas, agora tinha no latifúndio e na distribuição injusta da propriedade rural seu pior inimigo. Os personagens prosseguiam na luta, mas seu criador já estava cansado de tantas batalhas. Monteiro Lobato sofreu dois espasmos cerebrais e, no dia 4 de julho de 1948, virou "gás inteligente" - o modo como costumava definir a morte.
Monteiro Lobato foi-se aos 66 anos de idade, deixando uma imensa obra para crianças, jovens e adultos e o exemplo de quem passou a existência sob a marca do inconformismo.



Pesquisa no site http://www.velhosamigos.com.br/



segunda-feira, 13 de abril de 2009

13 de abril - Dia do Hino Nacional Brasileiro


Ao se tornar uma República, o Brasil precisava adotar os símbolos da Pátria. O Marechal Deodoro da Fonseca oficializou, então mediante o decreto nº 171, de 20/1/1890, uma música, já existente, composta pelo maestro Francisco Manoel da Silva, como o "Hino nacional brasileiro". No início, era chamado de "Marcha triunfal", mas logo passou a chamar-se "Hino nacional" e a ser executado pelas bandas militares em todas as solenidades ou eventos históricos. Mais tarde, foram-lhe acresentados alguns versos de Ovídio Saraiva de Carvalho, seis dias após a abdicação de D. Pedro I. O povo, porém, não adotou a letra e cantava o hino com versos próprios. Havia diversas versões, todas relacionadas à monarquia.

Logo após a proclamação da República, o governo fez um concurso público para a escolha da letra definitiva do "Hino nacional brasileiro". O vencedor foi o poeta Joaquim Osório Duque Estrada integrante da Academia Brasileira de Letras. Seu poema correspondia ao ritmo da música e continha ideais próprios do novo período republicano.

O "Hino nacional brasileiro" oficializado, então, com letras e músicas, pelo decreto no 15.671, de 6/9/1922.

A lei nº 5.700, de 1º/9/1971, estabeleceu o andamento do hino, a tonalidade para a execução instrumental (si Bemol) e o canto em uníssono, entre outros regulamentos (artigos 24 e 25).

Fonte: www.paulinas.org.br



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