Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ler para os bebês

Especialistas dizem que ler para filhos a partir dos 6 meses melhora a cognição



Ler ou não ler para o bebê, eis uma questão que David Dickinson, doutor em educação pela Universidade de Harvard, e Perri Klass, pediatra, escritora e professora de pediatria e jornalismo da Universidade de Nova York, garantem saber responder. Sim, devese ler e muito, a partir dos 6 meses de vida, mas sem deixar os olhinhos do neném arregalados com a maluquice de Hamlet ou as desgraças de Rei Lear. 

A recomendação dos superespecialistas é incluir, em meio à troca de fraldas, mamadeiras, passeios e choros, o folhear diário das páginas de um livro apropriado para aquela faixa etária, cheio de cores e figuras (hoje não faltam opções nas prateleiras). Para eles, esta é a melhor forma de desenvolver a inteligência da criança e a sua linguagem oral e escrita, preparandoa para a alfabetização e aprimorando sua capacidade de aprender.

Que fique claro: a ideia não é transformar o bebê num minigênio. Os especialistas, que apresentaram pesquisas científicas na Bienal de São Paulo na semana passada provando como a leitura interfere no desenvolvimento cognitivo da criança, querem prazer e interação ao som da narrativa dos pais. Os benefícios desse ritual são insubstituíveis.

Não adianta só conversar com a criança ou passear descrevendo as paisagens nem inventar aventuras. Tem que ler, mostrar formas e cores e fazer perguntas ao bebê o tempo todo, estimulando sua participação.

Dickinson e Perri vieram para cá a convite da ONG Instituto Alfa e Beto (IAB), em São Paulo, e abraçaram a iniciativa da criação de uma biblioteca para bebês e o lançamento de uma cartilha com dicas das técnicas de leitura mais adequadas para cada fase. O objetivo é tornar os livros mais acessíveis também às classes sociais mais baixas, porque Oliveira acredita que o ciclo vicioso da pobreza também passa pelo ciclo vicioso da transmissão da linguagem. O IAB criou ainda um catálogo com 600 títulos (sim, 600, uma média de dois por semana, dos 6 meses aos 6 anos, cerca de cem por cada faixa etária) para serem lidos antes do ingresso ao ensino fundamental. O objetivo não é listar os melhores livros, mas, sim, dar uma ideia para os pais dos tipos de publicação adequados para a idade de seus filhos.

— O texto escrito possui uma variedade de vocabulário e uma complexidade sintática que não é encontrada na linguagem oral, nem mesmo na fala informal de adultos com curso superior — explica o fundador do IAB, João Batista Oliveira, psicólogo com PhD em Educação. — Todos os estudos longitudinais mostram que expor a criança desde cedo aos livros contribui para o desenvolvimento da linguagem e, consequentemente, para o seu sucesso escolar. A formação do hábito de leitura também é importante para que a criança se torne um ávido leitor, outro fator fortemente associado ao sucesso escolar.


Mas, para tranquilizar quem perdeu o primeiro bonde, Oliveira garante que nunca é tarde para começar. Só ressalta que, quanto antes o hábito fizer parte do dia a dia da criança, melhor: — Além de desenvolver diversas competências ligadas à alfabetização e à linguagem, a leitura também fortalece o vínculo das crianças com os pais: eles gostam de ler com os pais porque gostam dos pais. Mas a leitura deve ser participativa. Um dos aspectos mais importantes é envolver a criança, desde cedo, no processo de escolha de livros. Pergunte sempre o que a criança prefere, deixe que ela manifeste seus interesses ou crie novos. A escolha leva ao compromisso — garante o fundador do IAB.

Pelas pesquisas americanas apresentadas, das 12.500 crianças que fizeram teste de vocabulário aos 5 anos, as de famílias mais pobres tinham quase um ano de atraso; as que já tinham hábito da leitura em família aos 3 anos aumentaram o vocabulário em pelo menos dois meses; e visitas mensais à biblioteca aumentaram o vocabulário de todas elas em 2,5 meses.

Essa riqueza no repertório vai se refletir no desempenho escolar e no comportamento social. “Crianças que se atrasam nas séries iniciais correm o risco de permanecer atrasadas ao longo do processo escolar”, definiu Perri em sua apresentação.

 Além disso, para a pediatra, “ler para os filhos desde cedo ajuda a criança a ver os livros como fonte de prazer e de informação”.

O neurofisiologista Mario Fiorani, do laboratório de Fisiologia da Cognição do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ, com pós-doutorado no Instituto Nacional de Saúde Mental, do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, não é, de forma alguma, contra o incentivo à leitura. Mas acredita que não é só a educação formal que molda as pessoas.

— Só as habilidades linguísticas não bastam, mas a leitura pode ampliar horizontes de forma inimaginável.
 Isso depende, porém, de senso crítico, que pode ser inato (natural do indivíduo) ou aprendido informalmente no convívio familiar. Caso contrário, a leitura pode produzir um leitor ‘compulsivo’, sem grandes ganhos.
Sobre o desenvolvimento da cognição, Fiorani diz que a leitura amplia o horizonte no campo da linguagem.

— Mas os aspectos cognitivos dependem de muitos outros fatores, tanto inatos quanto adquiridos. A leitura é um bom estímulo cognitivo para melhorar o conhecimento do mundo que nos cerca. Estimula a imaginação e o leitor pode parar para pensar no que está lendo quando quiser, o que permite uma melhor elaboração do conteúdo — afirma.

— Mas as pessoas podem desenvolver o hábito de leitura e aprimorá-lo em qualquer idade. O estímulo precoce só vai tornar tudo mais fácil. A leitura não é um fim, mas sim um meio.
O conhecimento é uma meta.

Fonte: Jornal O Globo, Saúde


terça-feira, 16 de junho de 2009

Conto Infantil


A FRUTA

Alberto Jorge filho
Hoje está um lindo dia para um passeio
nesse maravilhoso e verde Bosque...


Um Menino caminhava tranqüilo pelo bosque,
olhando as árvores e admirando aquela bela natureza...


Então ele viu uma coisa que o deixou maravilhado.

Era uma frutinha presa no alto de um monte.

Mas, não era uma fruta comum, era a fruta mais brilhante e bonita que já havia visto.

E ele disse:

- Tenho que pegar essa fruta. Não me parece nada difícil, é só subir o montinho e pronto...

E com firmeza, ele começou a escalar o pequeno monte.
Quando ele já estava quase na metade do caminho,
um pedaço de pedra se quebrou e ele caiu.

Então ele disse:

- Não prestei atenção direito... Dessa vez vou subir com mais

cuidado!

Decidido, resolveu subir outra vez.

E nesse momento, começou a cair uma chuva muito forte seguida de trovões.

De repente deu um grande relâmpago, e
um raio muito brilhante
caiu sobre o monte, muito perto dele.

Ele levou o maior susto de sua vida, e,

de novo, caiu da pequena montanha.

Depois do susto, ele disse:

- Essa fruta tá ficando difícil.

Mas, como ela me parece muito suculenta, e a chuva já passou, vou lá pegá-la.

E mais uma vez, começou a escalar a encosta.

Quando ele já havia subido um bom pedaço,
um monte de pedras começou a rolar morro abaixo.

Ele deu um pulo para sair da frente da avalanche de pedras,

e não se machucar.

Depois de analisar bastante a situação, ele disse:

- Acho melhor subir com uma corda.

Ele jogou a corda e a laçou numa pedra no alto do monte,

e outra vez, iniciou a subida.

Por incrível que pareça, no meio da subida,

a corda se partiu e ele caiu uma vez mais.

Ele parou para estudar a situação, e diante de tantos obstáculos, falou:

- Até parece que essa fruta é mágica e não quer que eu a pegue!

Mas agora farei diferente, vou construir uma escada, e subo por ela.

E assim fez uma escada.

Depois de terminar a escada, ele subiu e sorrindo comentou:

- Com a escada tudo parece mais fácil.

Acho que dessa vez consigo. Lá vou eu...

Agindo assim, finalmente ele chegou no topo do monte.

Muito contente, olhou a fruta e exclamou:

- Valeu a pena o trabalho que tive. Depois de tantas dificuldades, você parece muito mais bonita.

E colheu a fruta



Vitorioso, ele desceu e foi para casa dizendo:

- Apenas uma pessoa merece esta tão bela e valorosa fruta,

e ela é a minha Mãe.



Os obstáculos sempre vão existir na vida das pessoas. Lutar e tentar vencê-los é o verdadeiro desafio!


Site maravilhoso, vale a pena visitar!
Fonte:
http://www.sitededicas.com.br



terça-feira, 7 de abril de 2009

Matemática


Vamos contar de um a nove










Beijos a todas (os) que me visitam!
Olímpia


Related Posts with Thumbnails